terça-feira, 21 de novembro de 2017

Poesia Brasileira: Historiografia, Crítica, Panoramas

“POESIA BRASILEIRA: VIOLÊNCIA E TESTEMUNHO, HUMOR E RESISTÊNCIA”, Wilberth Salgueiro (diversas páginas: 26, 27, 39, 117, 123, 125, 406). Capítulo: “Glauco Mattoso, Leila Míccolis e Nicolas Behr” (p.334 a 349). Vitória/ES: EDUFES, Vitória/ES. Disponível em: http://repositorio.ufes.br/bitstream/10/11244/1/Livro%20digital_Poesia%20Brasileira.pdf

ou:
http://repositorio.ufesHumor, br/bitstream/10/796/1/livro%20edufes%20lira%20a%20brasileira%20erotica%20poetica%20politica.pdf


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

VIRADA ou OUVINDO O INAUDÍVEL

 

A Eckhart Tolle

Sem lista de desejos vãos,
sem nostalgias,
sem depressões camufladas de euforias,
sem a mente ruidosa
a acenar-me promessas enganosas,
quero um festejo diferente,
silente:

que abstraindo os sons dos reveillons,
em meio ao espocar dos fogos de artifício,
que eu sinta o medo que se apossa dos bichos
e amenize seus sofrimentos,
durante os explosivos barulhentos,
pedindo de presente ao final
do ensurdecedor festim,
que nada abafe o silêncio
que vive dentro de mim.

            2015/2016


sábado, 26 de dezembro de 2015

sábado, 22 de março de 2014

CURSO DE ROTEIRO ON LINE DE TELEVISÃO / CARPINTARIA DRAMATÚRGICA, POR LEILA MÍCCOLIS

 

Caminhamos por roteiros, por rotas de palavras, por passos que avançam sempre em múltiplas direções: cada ato nosso é feito de diversos textos, intenções, finalidades. Como na vida, um curso de roteiro de novela de televisão não serve apenas para este fim. Desenvolve as faculdades imaginativas, considera o processo criativo como um artefato, sujeito a uma carpintaria (estruturação orgânica do constructo ficcional), facilita a organização e ordenação do pensamento, fornece técnicas e práticas de uma nova experiência na área das Letras, aprimora a linguagem escrita, a comunicação, a observação, a percepção, a sensibilidade e amplia horizontes. A humanidade narra-se desde os tempos das cavernas, por desenhos e mímica — a fala foi um incrível avanço, e até hoje  aprendemos com ela.

O dia em que uma sociedade não tiver mais histórias para contar está condenada ao desaparecimento.

 

ALGUMAS FRASES SOBRE O OFÍCIO DE ESCREVER

“O nível imaginário (…) é apenas a ponta do iceberg do ser humano.” – Lacan

“Viver é lutar com demônio nos recônditos do coração e da mente. Escrever é participar do nosso próprio julgamento.” – Ibsen

“Dê-me três linhas escritas por um homem e terei motivo para enforcá-lo.” – Richelieu

“Com outras coisas ninguém se envergonha de ganhar dinheiro.  É como se, confessar-se trabalhador cultural, fosse confessar-se automaticamente vagabundo…”  (…) Não me peça para dar de graça a única coisa que tenho para vender.” – Cacilda Becker

“A dramaturgia começa com a história da Humanidade.” – Doc Comparato

“Os três elementos mais importantes para se fazer um filme são um bom roteiro, um bom roteiro e um bom roteiro.” – Alfred Hitchcock

METODOLOGIA DO CURSO:

O curso é constituído por 15 apostilas com dez exercícios cada uma.

 

MODALIDADES:

ou em duas etapas, comprando a apostila e quando acabar de ler e fazer os exercícios passar para o treinamento prático com a correção dos mesmos, por e-mail;

ou em uma única etapa, com prática e teoria simultâneas (e-mail para você não ter obrigação de dias e horários rígidos – se tiver tempo disponível as aulas podem ser diárias, embora o prazo para concluir o curso seja de quatro meses;

Caso você se interesse e queira mais informações (sem compromisso) do valor do investimento e do conteúdo integral do curso, contacte-me através do e-mail:

blocos@blocosonline.com.br


segunda-feira, 17 de março de 2014

Dia do Poeta, em Natal, 2014


Mesa de debate sobre Poesia Marginal em comemoração ao Dia Nacional da Poesia, em 14 de março de 2014, Natal/RN, promoção da Fundação José Augusto. Na mesa, da esquerda para a direita: Eduardo Alexandre, Clara de Goes, Plínio Sanderson, Aluízio Mathias (coordenador), João Batista de Morais Neto (João da Rua) e eu.


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

POESIA COMENTADA

  Tive o prazer de conhecer o livro Fábulas para adulto perder o sono, quando participei do júri do Concurso Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte, este ano. Como o título sugere, trata-se de uma poesia provocativa, inquieta, muitas vezes incômoda e cruel, como a realidade cotidiana. Fiquei muito impressionada com a ousadia da autora (pelo menos o pseudônimo sugeria ser voz de mulher, embora nem sempre isto seja comprado ao final, já que muitos autores colocam o nome da filha ou da esposa no pseudônimo), que não se intimidava com desfechos violentos, sendo capaz de levar até as suas últimas consequências o desenvolvimento de sua ideia:

Os Três Porquinhos

Decepcionados com
Um mundo onde
Ou você come
Ou é comido
Os três porquinhos
Deliberaram
Sair da pocilga 

À noite
Entraram na casa
E assaram os donos: 

As maçãs nas bocas.

Após o julgamento, quando pude conhecer a identificação dos concorrentes, vi que se tratava realmente de uma mulher: Adriane Garcia.

Desde seu livro, eu poderia transcrever inúmeros outros poemas que me fascina(ra)m, como Romeu e Julieta, Pinóquio, Branca envelhece na neve, Diamante, E o rato roeu a roupa…, Bela Acordada, e tantos outros textos de uma poesia que traz  para a pós-modernidade fábulas e mitos transmitidos de geração a geração, transpondo-os para os tempos atuais, com aguçado senso crítico. O conjunto da obra, muito bem urdido,  lembrou-me os sangrentos e macabros contos infantis originais medievais, antes de serem adaptados por Andersen e os irmãos Grimm que lhes adocicaram e lhes deram finais felizes, segundo o historiador cultural Darnton. Uma obra bem dentro da volta do trágico nas sociedades contemporâneas. Porém, para não me estender demais, transcrevo apenas mais um poema incrível, que fala das potencialidades pessoais que todos temos e que tantas vezes usamos inabilmente, desastrosa e desastradamente…

Desastrada

Tenho uma varinha do condão
e uma marca de nascença num braço:
Quero e acontece. 

Só eu percebo magia
Enquanto sorvo a sopa.
Meu feitiço é lento:
Às vezes, contra a feiticeira
Sempre, tarde demais.

Para minha alegria, este livro acaba de ganhar a Segunda Edição do Prêmio Paraná de Literatura, na categoria poesia, e eu aplaudo, porque Adriane Garcia é uma das grandes revelações para mim neste ano de 2013. Quem quiser conhecer mais a obra dessa mineira, ela está no Facebook, quase diariamente postando seus versos, tantas vezes desconcertantes, desnorteantes, e  escandalosamente belos.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

LANÇAMENTO DO DESFAMILIARES EM SÃO PAULO

Desfamiliares - Obra poética completa de Leila Míccolis (1965 - 2012) será lançada no dia 7 de novembro de 2013, em São Paulo, na Livraria Martins Fontes - Paulista (Av. Paulista, 509, próximo à Estação do Metrô Brigadeiro), das 18.30 às 21.30 horas. A obra reúne meus livros solos, os em parceria (todos esgotados), os poemas dispersos em antologias, uma parte inédita, currículo resumido e fortuna crítica.
Capa: "Fauna", Urhacy Faustino e Mônica Banderas
Prefácio: Glauco Mattoso
Apresentação: Antonio Vicente Seraphim Pietroforte
Este livro vem mantendo-se, há quatro meses seguidos, na lista dos dez mais vendidos na loja virtual da Editora Annablume, para grande alegria minha que sempre contestei o chavão: "poesia não vende"... (Leila Míccolis)


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VI Encontro Nacional do Mulherio das Letras - Rio de Janeiro

VI Encontro Nacional do Mulherio das Letras. Participação especial entre as Mulherageadas: Rui de Habeurim de 18 a 22 de Outubro...