domingo, 8 de janeiro de 2012

DIFERENÇA

 
(Ciclo infantil) 
Meu mundo é violento e com razão:
na rua, se eu apanho, é covardia
em casa, se eu apanho, é educação...
Leila Míccolis

sábado, 7 de janeiro de 2012

Demagogia

Nas fases ruins,
nas horas de amargar,
tem quem hipoteca solidariedade,
em vez de dar.



     Leila Míccolis

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

B(E)AUDELAIRE

                                                            Retrato de Baudelaire por Deroy

Baudelaire
est Baudel'aire
et   Baudel'air
pour moi.
                 —  Saravá, mon père!
                                     Saravá!


Leila Míccolis

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Buraco negro



Em vez de se iluminar
o Homem insiste em brilhar.
 
Leila Míccolis
Do livro: "Sangue Cenográfico", Ed. Blocos, 1997, RJ

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

CARTÃO-POSTAL

 
Nutrem-se os subnutridos
com restos servidos
em pirex coloridos.

               Leila Míccolis

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

CLIMA DE MONTANHA


    Não há poluição
    nem manhãs foscas.
    Só moscas.

                    Leila Miccolis 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Confissão


Dizem que o amor é cego,
não nego,
por isso te abro os olhos:
não tenho bens nem alqueires,
eu não sou flor que se cheire,
nem tão boa cozinheira,
(bem capaz que ainda me piches
por só comer sanduíches),
minha poesia é fuleira,
tenho idéias de jerico,
um cio meio impudico
como as cadelas e as gatas,
às vezes me torno chata
por me opor ao que comtemplo,
sei que sou péssimo exemplo,
por pouca coisa me grilo,
talvez por mim percas quilos,
eu não sei se valho a pena,
iguais a mim, há centenas,
desejo te ser sincera.
Mas no fundo o amor espera
que grudes qual carrapicho:
são tão grandes meu rabicho
e minha paixão por ti,
que não estão no gibi...
Ao te ver, viro pamonha,
sem ação, e sem vergonha
o meu ser inteiro goza.
Por isso, pra encurtar prosa,
do teu corpo, cada poro
eu adoro adoro adoro...
 
                            Leila Míccolis
Do livro: "Sangue Cenográfico", Blocos, 1997, RJ

domingo, 1 de janeiro de 2012

Aniversariam comigo em 1º de Janeiro!!!

  • Frank Langella (1938)
  • Kathleen Casey (1946)
  • Kala Sosefina Mileniume Kauvaka (2000)
  • J. Edgar Hoover (1895)
  • Robert N. Cronk (1924)
  • Paul Revere (1735)
  • Shelda Kelly Bruno Bede (1973)
  • J.D. Salinger (1919)
  • Xavier Cugat (1900)
  • Antonio Carlos Pires (1927)
  • Barry Goldwater (1909)
  • Verne "Mini-Me" Troyer (1969)
  • Drauzio Varella (1943)
  • Betsy Ross (1752)
  • Maria Della Costa (1926)
 
As pessoas nascidas neste dia são do signo capricórnio.
  • Elemento: Terra
  • Planeta Regente: Saturno
  • Metal: Chumbo
  • Pedras Preciosas : Diamante, Ônix, Jaspe
  • Perfume: Terra Molhada
  • Plantas e Flores : Hera, Macieira, Cardo Azul
  • Animais : Tartaruga, Cabra  
  • Países ou Regiões : Bulgária, México, Índia
  • Cores : Castanho, Preto
  • Anatomia: Dentes, Ossos, Pele
  • Dia mais energético: Sábado
  • Palavra que o define: Durabilidade
  • Verbo: Nós Realizamos
  • Atrações: Touro,Virgem, Escorpião
  • Caracteristicas positivas: Organizado, Prático, Austero, Prudente, Perseverante
  • Caracteristicas negativas: Misantropo, Restritivo, Avarento
  • Cruz: Cardinal
  • Polaridade: Feminino
  • Planeta de Exílio: Lua
  • Planeta de Exaltação: Marte
  • Planeta de Queda: Júpiter
  • Signo Anterior(Localização): Sagitário
  • Signo Posterior(Localização): Aquário
  • Representação Animal: Cabra
  • Estação: Inverno
Inverno? Nunca!!!!!!!!!! Aí, meu leão ascendente (um signo solar) fala muito mais alto. Sou verão sempre!
Também nada a ver tartaruga e eu... 
Agora, quanto à cabra, vejam abaixo:



EVOLUÇÃO 
Meio cabra para escalar montanhas,
meio peixe para imergir profundezas.
Do mar abissal — ancestral
(limo, sal e correntezas) —
até à terra: empreitada
de bilênios de escalada,
e de íngremes conquistas,
estrada em busca da vista
que só do alto se avista...
     Leila Míccolis

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Presépio do Santuário de Fátima


Duas crônicas minhas sobre o Natal:
          Em Blocos Online
http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/obrasdigitais/antolog/natal11/nat001.php
          No Yubliss (por favor assine, se comentar)
http://www.yubliss.com/blog/5993/post/9860
E que Jesus nasça em nós todos os dias.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

ACABA NÃO, MUNDO


Lançamento do livro de crônicas: "Acaba não, mundo", no Rio, em 22/10/2011. Foi uma noite deliciosa — todos concordam. O responsável por este comentário unânime é Eduardo Loureiro Jr., que me surpreendeu com uma perfeição de detalhes nunca vista em uma pré-produção, esmeradamente bem cuidada. Trinta autores do site Crônica do Dia estão neste livro; como eu tive a alegria de escrever a primeiríssima crônica, coerentemente fui a primeira a chegar... (morar longe tem dessas vantagens: como nunca se sabe se a estrada vai estar congestionada ou não, o jeito é sair muito mais cedo e chegar antes da hora nos eventos; mas é ótimo, fica-se mais tempo nos lugares, e curte-se desde o comecinho o local e as pessoas). 

Alguns dos autores eu já conhecia, como a Letti (belíssima, como sempre) e a Carla Cíntia. Outros, inclusive o próprio Eduardo, conheci no dia — encontro esperado há muitos anos. Entre meus convidados estavam Leninha, da equipe de Blocos, amiga especialíssima que se deslocou de Brasília para comparecer ao evento, o cineasta Francisco Malta, que, junto com Cláudia Letti, aniversariava naquela noite e teve a gentileza de comemorar comigo (prazer enorme) e Rogel Samuel, também colaborador de Blocos, nosso colunista tão querido e um dos grandes incentivadores da minha vida acadêmica na UFRJ. Obrigada de coração a este trio de ouro, foi muito importante para mim a presença dos três. Saí antes do término do lançamento com o local fervilhando de gente — era a Lapa em todo o seu esplendor. Beleza de noite!

Aqui vão duas fotos: a primeira, tirada por Leninha. 


E a segunda é a do nosso livro, lógico, que está incrível, produção gráfica de altíssima qualidade.  


A capa escolhida pelos internautas é de Sara Setter e a apresentação de Cláudia Letti. São 83 crônicas das 3.239 publicadas no Crônica do Dia, desde julho de 1998. E eu não podia esquecer o botton feito pelo Maurício Cintrão para cada um dos autores do livro, uma graça de trabalho artesanal. Disse-me ele, por e-mail, que era uma forma de comparecer e estar presente nos diversos lançamentos do livro em várias capitais. Todos esses pormenores juntos em um único volume fizeram a diferença.

Eduardo, zilhões de parabéns, meu amigo. Só espero que nosso mundo acabe, diariamente e sempre, em festa, alegria e risos, como acabou neste sábado.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O JORNALISMO LITERÁRIO ESTÁ DE LUTO: MORRE ZANOTO

Na foto, Zanoto e Lélia, sua esposa


Conhecemos — eu e Urhacy — Zanoto, pessoalmente, no Encontro Nacional de Arte e Cultura, organizado pela Prefeitura Municipal de Registro e pela União Brasileira de Escritores de Registro/SP, em 1990. Ele e Lélia, sua amada esposa. Porém já nos correspondíamos desde 1981, pois Zanoto era extremamente democrático, publicando todos os escritores em sua coluna "Diversos Caminhos", no Jornal Correio do Sul, sem quaisquer distinções. Iniciantes e escritores consagrados se cruzavam nesta sua coluna, que desde 1950 ele mantinha no jornal mineiro. Anos depois, participando da noite de autógrafos de Cícero Acaiaba, outro poeta de varginhense, grande amigo de Zanoto e falecido em 2009, conhecemos sua casa, sua biblioteca, seus arquivos fabulosos, com escritores de todo o Brasil, e acabamos a noite jantando em um de seus restaurantes favoritos. Uma noite memorável e inesquecível, em que Zanoto e Lélia foram "só nossos"... 


Zanoto era a simplicidade e a modéstia em pessoa. Era poeta, Presidente de honra vitalício da Academia Varginhense de Letras, Artes e Ciências, mas preferia ser conhecido apenas como jornalista. Tinha uma coluna no Jornal Blocos (impresso), "Caminhos em Blocos", e em 15 de maio de 2004, Zanoto começou a escrever para Blocos Online a coluna que intitulou de "Diversos Caminhos em Blocos", enviando sempre várias delas por antecipação, o que permitiu que eu divulgasse a de fevereiro, sem ter ainda notícia de seu falecimento, no dia 21 de janeiro. Temos muito orgulho de ser o único site a tê-lo como colunista, já que não se dava bem com a Internet. Seu último bilhetinho para mim, escrito a mão — como sempre fazia — foi de janeiro, poucos dias antes de sentir-se mal, enquanto atravessava a rua entre a Praça Champagnat até o Varginha Tênis Clube, e morrer no dia seguinte, de infarto. On line, iguais às colunas impressas, suas crônicas são um misto de ficção e realidade, fragmentos de textos de escritores, poesias, reminiscências pessoais. Seu estilo era inconfundível. Publicarei ainda a coluna de março, como singelíssima homenagem a uma pessoa que eu tanto admirava e continuarei admirando por sua postura literária libertária, pelo respeito com que tratava todos os que dele se aproximava, fosse quem fosse. 


30 anos de correspondência e amizade ininterruptas. Estou profundamente emocionada e triste. Não é apenas Varginha que perde um intelectual ilustre, mas o jornalismo literário brasileiro, exercido por Zanoto com muito amor, carinho, criatividade e integridade. 

VI Encontro Nacional do Mulherio das Letras - Rio de Janeiro

VI Encontro Nacional do Mulherio das Letras. Participação especial entre as Mulherageadas: Rui de Habeurim de 18 a 22 de Outubro...