Linkagem do meu envolvimento com coisas, animais e pessoas ao imenso frame hipertextual do mundo.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
MERA COINCIDÊNCIA
Fonte da imagem:
http://blogclickae.blogspot.com
http://blogclickae.blogspot.com
Quando ela o viu
perto do poste da praça,
belo espécime da raça,
notou semelhança extrema
com um artista de cinema.
Mas não achava com quem
se parecia o seu bem.
Hoje dentro do drive-in
lembrou do galã enfim,
cara d’um, focinho d’outro:
pois não é que o seu garoto
é o sósia do Rin-Tin-Tin?...
Leila Míccolis
Do livo: "Sangue Cenográfico", Blocos, 1997, RJ
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
MEU MANUAL DE MANUEL
Faltou luz a tarde inteira
e eu não pude ligar o micro.
Então, fui reler Bandeira:
Poética, A Canção do Beco,
Teresa, Arte de Amar, Martelo,
Neologismo, Carta do meu avô,
Preparação para a Morte...
Pensão familiar...
Ele rimava porque queria rimar,
não porque precisasse:
cada verso seu
é uma obra completa.
O poeta
era a própria Passárgada,
o amigo, o rei
e até mesmo a filha
— amante da Poesia.
Teria conhecido Cuzco, como desejava?
Parou de tossir?
Parou de morrer?
Se voou para os céus dos passarinhos
já deve ter se encontrado com Mozart,
com Irene,
com o balão que subiu
e não caiu na Rua do Sabão...
Fim do dia, meu poeta.
Lá fora, os Sapos, mesmo não lendo tua obra,
declamam dentro do mato:
— “Não foi!” — “Foi” — “Não foi”...
(Ou são cãezinhos bebendo água:
Cloc... cloc... cloc... ?)
Com um toque,
fecho o livro, não há mais luz pra leitura,
mas continuo lembrando a textura
dos teus versos
tão imensos, tão imersos
nos movimentos do mundo.
E mesmo no escuro de uma noite como esta,
sem lua, sem estrelas,
só com pirilampos cansados e apagados,
você brilha,
Manuel.
Belo belo.
Leila Míccolis
Do livro: Poetas 2000, org. Mônica Banderas, Ed. Blocos, 2002, RJ
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
MOVI(ES)MENTO
No começo era o Verboa Mélies e a Lumière
e a Luz se fez.
Mas ao Homem isto não satisfez;
tanto que, tempos depois,
juntou os dois numa magia sincrética e suprema:
criou o Cinema...
Leila Miccolis
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Identidades
Papai era,
mal comparando,
uma dama da noite:
volúvel e boêmio
sumia às vezes
meses
(enquanto lhe pagassem tragos
batia asas).
E mamãe ficou sendo
o homem da casa.
Leila Míccolis
- Do livro: "Literatura Século XXI", vol.2, Blocos, RJ, 1999
domingo, 8 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Buraco negro
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Em vez de se iluminar
o Homem insiste em brilhar.
Leila Míccolis
Do livro: "Sangue Cenográfico", Ed. Blocos, 1997, RJ
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
CLIMA DE MONTANHA
Não há poluição
nem manhãs foscas.
Só moscas.
Leila Miccolis
- Do livro: "Sob o céu de Maricá", Blocos, 1999, RJ
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