
Para os que estão incluídos neste setor e quiserem divulgar.
Linkagem do meu envolvimento com coisas, animais e pessoas ao imenso frame hipertextual do mundo.
A leitura do poema
Eis o modo certo
de ler um poema:
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Ser mãe é ser alguém que na alvorada
bendiz o brilho que anuncia o dia
trazendo a luz do sol em sintonia
com o burburinho de uma passarada.
Ser mãe é ser a doce madrugada
que põe um fim à mágoa doentia;
é ser também a força da magia
curando a febre que se faz calada.
Ser mãe é buscar sempre uma saída
para acalmar o coração inquieto
do filho que se fecha em seu afeto.
Ser mãe é estar atenta para a vida,
é ver além do amor que não deu certo,
fazendo de sua cria um ser liberto.
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Passagem de Calabar - uma análise do poema dramático de Lêdo Ivo
Co-edição: Academia Brasileira de Letras e Topbooks
com a inclusão na íntegra de "Calabar - um poema dramático", de Lêdo Ivo e entrevista com o poeta.
Prefácio de Affonso Romano de Sant'Anna
ISBN: 978-85-7475-158-0
192 páginas, R$ 45,00, já incluído o porte sob registro
Apesar de ser fundamentada na Dissertação de Mestrado da autora, em Ciência da Literatura/Teoria Literária (Letras/UFRJ), no 1º semestre de 2007, a obra é dirigida a um público maior, e não apenas à Comunidade Acadêmica. Nela, a autora tece comentários sobre o gênero épico patético e questiona a dificuldade que as sociedades tem de reconhecer seu lado épico na pós-modernidade, ao contrário do que acontece com o gênero dramático e com o lírico. No último capítulo, Míccolis também pesquisa as razões do poema dramático ser tão pouco encenado na contemporaneidade. Tendo utilizado para ilustrar sua teoria o poema dramático Calabar, de Lêdo Ivo, o volume traz também uma entrevista exclusiva com o poeta alagoano, tecendo considerações sobre o poema enfocado, poema este que é publicado ao final, na íntegra. Trata-se, pois, de livro muito abrangente, destinado não só aos professores, alunos e amantes das Letras, mas, também, aos interessados em Teatro, e aos admiradores da obra de um dos maiores poetas brasileiros vivos.
Pedidos para: blocos@blocosonline.com.br
Quem vê um livro digital não sabe como são complexos e intrincados os "bastidores" dele. A pré-produção de cada antologia de Blocos é digna de um roteiro cinematográfico (um longa...), uma novela (haja fôlego), ou de um trabalho de garimpo. Porque até nisso somos diferentes: não queremos quantidade, mas qualidade, ou melhor, autores com propostas instigantes, reflexivas, que se destacam do imenso marasmo que soterra a poesia contemporânea. Nossas antologias digitais são um modo de ajudar Blocos a manter-se, mas não é por isso que “quem paga, entra”... A seleção é criteriosa e demoramos meses na escolha de cada um dos participantes, ao todo dezessete apenas, e dos nossos convidados especiais, que solidariamente respaldam nosso trabalho de resistência cultural. O resultado é sempre muito gratificante, porém até chegarmos lá a estrada é longa. Não poderia ser de outra forma, ou nosso “amor à literatura” seria demagogia, falsidade, farisaísmo. Cuidar de todos os detalhes, com extremo carinho, requer tempo, muita dedicação e até disponibilidade afetiva para lidar com cada um dos autores em seu próprio universo. Exercício de manufatura, sensibilidade, tato, território de delicadezas.
Aniversariar dia 1º de janeiro realmente é muito especial, não só pelos fogos, pela noite colorida da virada do ano, mas também porque é o Dia da Confraternização Universal. O difícil é comemorar esta data, porque em geral os excessos da véspera fazem-se sentir, os restaurantes não abrem, todos estão meio cansados e a tal da confraternização não acontece. Mesmo sabendo que se trata de um cansaço bom, de quem comemora a vida, a vinda de um tempo melhor, e acredita nisso, a cada ano ficava mais difícil reunir as pessoas, ainda mais morando em Maricá. Há alguns anos, porém, este problema acabou, desde que passei a comemorar virtualmente o meu aniversário pelo orkut. É super gostoso ver mais de 300 amigos nos desejando saúde, felicidade e nos vibrando positivamente. Depois de tanta manifestação de apreço, como não crer em um ano cheio de bênçãos? Já agradeci personalizadamente a um por um, mas quero aqui agradecer também coletivamente a todos os que me escreveram congratulando-me pela data, quer pelo orkut, pelo hi5 ou por e-mail. Esta é a verdadeira festa, o verdadeiro significado da data: a fraternidade, o congraçamento, o estar junto. Acho que vou fazer aniversário mais vezes no ano, estipular mais uns três ou quatro, só assim multiplico esta alegria. E quem disser que isto vai fazer eu ficar mais velha mais três ou quatro vezes por ano, responderei que, ao contrário, felic/idade rejuvenece...
Este é o primeiro prêmio que o blog ganha e ele está eufórico. Foi concedido pelo DuvidoLogias, da escritora Tania Montandon, e, com isto, ganha o direito de exibir o respectivo selo e também de escolher 15 blogs, que estão mencionados no lado direito, para receberem esta premiação virtual.
Hoje recebi um e-mail de um escritor que propunha colocar à venda em Blocos um livro seu porque o site desse autor "não tinha fins lucrativos", no dizer dele próprio. Sempre que leio esta frase ou algo semelhante com relação a literatura, fico refletindo com os meus botõezinhos: mesmo em uma sociedade capitalista como a nossa, sabemos que o lucro individual não vem apenas de proventos e rendimentos financeiros, mas se origina também do saber, da instrução, da conscientização social, do aprimoramento da análise crítica, da ética, do respeito, do caráter, da criatividade e de outros valores morais que fazem o ser humano evoluir, melhorar, crescer em suas potencialidades afetivas, intelectuais e sensórias. Esperamos então que, através da navegação dessas quase 50.000 páginas online de Blocos, você ganhe muito em matéria de leitura, de informação e de reflexão, alargando fronteiras, intercâmbios, trocando idéias, sugestões, ampliando o exercício da cidadania, através da arte e da literatura. Portanto, é com muito orgulho e alegria que afirmamos: "Blocos On line e este blog têm fins lucrativos".
Precisamos refletir mais e parar de percebermos a realidade pela restrita visão dos buracos das fechaduras, achando que apenas a literatura é uma arte celestial, dom misterioso e divino, isento de impostos e tributações... Como qualquer produto cultural na atual economia globalizante, ou ela segue as leis do mercado ou está alijada dele. Por essas e outras eu sempre digo que a poesia brasileira ainda está muito mais para as intrigas da corte do século XVIII do que para a sociedade tecnológica do século XXI. (LM) VI Encontro Nacional do Mulherio das Letras. Participação especial entre as Mulherageadas: Rui de Habeurim de 18 a 22 de Outubro...