domingo, 16 de novembro de 2008

DO PRIMEIRO PRÊMIO DO BLOG A GENTE NÃO ESQUECE...

Este é o primeiro prêmio que o blog ganha e ele está eufórico. Foi concedido pelo DuvidoLogias, da escritora Tania Montandon, e, com isto, ganha o direito de exibir o respectivo selo e também de escolher 15 blogs, que estão mencionados no lado direito, para receberem esta premiação virtual.

"Com o Prêmio Dardos reconhecemos os valores que cada blogueiro mostra a cada dia no empenho em transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, em demonstrar, em suma, sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.”

Agradecemos a Tânia e ao criador do Prêmio Dardos por esta homenagem, que tanto nos sensibilizou. (LM)

domingo, 9 de novembro de 2008

O LUCRO DO SABER

Hoje recebi um e-mail de um escritor que propunha colocar à venda em Blocos um livro seu porque o site desse autor "não tinha fins lucrativos", no dizer dele próprio. Sempre que leio esta frase ou algo semelhante com relação a literatura, fico refletindo com os meus botõezinhos: mesmo em uma sociedade capitalista como a nossa, sabemos que o lucro individual não vem apenas de proventos e rendimentos financeiros, mas se origina também do saber, da instrução, da conscientização social, do aprimoramento da análise crítica, da ética, do respeito, do caráter, da criatividade e de outros valores morais que fazem o ser humano evoluir, melhorar, crescer em suas potencialidades afetivas, intelectuais e sensórias. Esperamos então que, através da navegação dessas quase 50.000 páginas online de Blocos, você ganhe muito em matéria de leitura, de informação e de reflexão, alargando fronteiras, intercâmbios, trocando idéias, sugestões, ampliando o exercício da cidadania, através da arte e da literatura. Portanto, é com muito orgulho e alegria que afirmamos: "Blocos On line e este blog têm fins lucrativos".
Precisamos refletir mais e parar de percebermos a realidade pela restrita visão dos buracos das fechaduras, achando que apenas a literatura é uma arte celestial, dom misterioso e divino, isento de impostos e tributações... Como qualquer produto cultural na atual economia globalizante, ou ela segue as leis do mercado ou está alijada dele. Por essas e outras eu sempre digo que a poesia brasileira ainda está muito mais para as intrigas da corte do século XVIII do que para a sociedade tecnológica do século XXI. (LM)