quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

NATAIS E NASCIMENTOS

Sempre achei estranho esta troca de presentes no Natal. De há muito a festa cristã tornou-se uma festa pagã, quase dionisíaca — festança, comilanças, bebedeiras e exibições de poder do tipo: meu-presente-é-mais-caro-do-que-o-seu... Se o Natal é a festa de Jesus, que presente Lhe damos? Não mais refletimos o Natal, oramos o Natal, agradecemos a vi(n)da d'Ele. Menos ainda louvamos nosso Deus interior e seus cotidianos milagres, suas bênçãos e bem-aventuranças quase imperceptíveis aos nossos sentidos desatentos.
Que possamos, nesta véspera do dia 25 de dezembro, nos envolver mais com os significados deste nascimento para o mundo e para cada um de nós.
E é neste clima medidativo e de festa íntima que desejo a todos um





domingo, 16 de novembro de 2008

DO PRIMEIRO PRÊMIO DO BLOG A GENTE NÃO ESQUECE...

Este é o primeiro prêmio que o blog ganha e ele está eufórico. Foi concedido pelo DuvidoLogias, da escritora Tania Montandon, e, com isto, ganha o direito de exibir o respectivo selo e também de escolher 15 blogs, que estão mencionados no lado direito, para receberem esta premiação virtual.

"Com o Prêmio Dardos reconhecemos os valores que cada blogueiro mostra a cada dia no empenho em transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, em demonstrar, em suma, sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.”

Agradecemos a Tânia e ao criador do Prêmio Dardos por esta homenagem, que tanto nos sensibilizou. (LM)

domingo, 9 de novembro de 2008

O LUCRO DO SABER

Hoje recebi um e-mail de um escritor que propunha colocar à venda em Blocos um livro seu porque o site desse autor "não tinha fins lucrativos", no dizer dele próprio. Sempre que leio esta frase ou algo semelhante com relação a literatura, fico refletindo com os meus botõezinhos: mesmo em uma sociedade capitalista como a nossa, sabemos que o lucro individual não vem apenas de proventos e rendimentos financeiros, mas se origina também do saber, da instrução, da conscientização social, do aprimoramento da análise crítica, da ética, do respeito, do caráter, da criatividade e de outros valores morais que fazem o ser humano evoluir, melhorar, crescer em suas potencialidades afetivas, intelectuais e sensórias. Esperamos então que, através da navegação dessas quase 50.000 páginas online de Blocos, você ganhe muito em matéria de leitura, de informação e de reflexão, alargando fronteiras, intercâmbios, trocando idéias, sugestões, ampliando o exercício da cidadania, através da arte e da literatura. Portanto, é com muito orgulho e alegria que afirmamos: "Blocos On line e este blog têm fins lucrativos".
Precisamos refletir mais e parar de percebermos a realidade pela restrita visão dos buracos das fechaduras, achando que apenas a literatura é uma arte celestial, dom misterioso e divino, isento de impostos e tributações... Como qualquer produto cultural na atual economia globalizante, ou ela segue as leis do mercado ou está alijada dele. Por essas e outras eu sempre digo que a poesia brasileira ainda está muito mais para as intrigas da corte do século XVIII do que para a sociedade tecnológica do século XXI. (LM)

domingo, 26 de outubro de 2008

O "TEATRO AMAZONAS", de Rogel Samuel, em Blocos Online

Há quem prefira elogiar diretamente para mim um autor em vez de dirigir-se para ele próprio, o que é uma pena, porque esse retorno é muito importante para quem escreve, ainda mais uma obra inédita do fôlego de Teatro Amazonas, inédito publicado originariamente em Blocos, em 22 capítulos. A obra mereceu logo de início reportagem no jornal "Amazonas em Tempo" que, com grande tino, percebeu desde o início a importância da obra: afinal são raros os romances históricos sobre temas brasileiros, e a visão de Rogel Samuel é primorosa: falar da construção de uma arquitetura que abalou os alicerces de uma nação político-social-economicamente. Para os que aplaudiram, mesmo sem escrever ao autor, uma ótima novidade: na próxima coluna, do dia 10 de novembro, o autor começa outra novela sobre o tema amazonense. Porém antes que isso aconteça, não resisto a registrar um comentário que circulou na lista pessoal do autor, escrito por outra colunista de Blocos, Clarisse de Oliveira — figura também com um passado histórico, filha de Clarice Índio do Brasil —, que em sua infância possuía aquarelas do artista plástico De Angelis, responsável pela pintura interior do Teatro Amazonas. Escreve Clarisse de Oliveira: “Hoje, li o último capítulo da história do Teatro Amazonas, em Manaus. Fascinante e retém nossa atenção o tempo todo, pois, Rogel Samuel, intercala a narração com a descrição das personagens, sempre focalizando sua mixagem racial dos primeiros séculos de Vida do Brasil. Afora a mixagem racial, os atritos livres das personalidades em seu desempenho na política do Estado de Manaus, surgindo da periferia da Mata Amazônica e se baseando nos reflexos que chegavam no Brasil, da Europa, principalmente de Paris, onde até a roupa mais fina era enviada para ser lavada lá. A pintura ornamental de teto e paredes, de que herdei umas quatro aquarelas, me levavam a imaginar a beleza barroca da moldura do palco do Teatro. Na minha infância, a mãe de meu padrinho Gaspare Cornazzani, que se chamava "Altiniana", mulher belíssima, que muitos diziam: "É um cromo", eu ouvia falar sempre. Ela chamava a atenção no Teatro Amazonas, em seu camarote, exibindo beleza física e luxo em vestimenta e jóias. Assim, na embocadura de uma selva tropical, uma construção meio Paris e barroco italiano, tem agora um livro com a história de sua construção narrada de maneira fascinante pelo escritor Rogel Samuel, natural de Manaus". Depois de ler este texto pensei no velho chavão: "como o mundo é pequeno". Ou, em roupagem mais atual, como o universo é sincrônico...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

As linkagens do real com o virtual


Não gosto de blogs. Tenho preguiça de lê-los e provavelmente terei de escrevê-los. Blog é um diário que você começa com o tempo invertido. Bicho muito estranho. Tenho para mais de 50 cadernos de diários. Para mim, escrever a mão é um dos melhores jeitos de eu esclarecer algumas coisas para mim mesma. Porém nem sempre dá tempo para conversar dessa forma e, mesmo quando consigo, acabo falando de muita coisa, mas praticamente nada sobre o portal, que já me absorve quase que o tempo todo — continuar a falar dele no diário é não ter mais outro assunto na vida... Semana passada, então, comecei a ser incomodada por uma estranha sensação de que queria falar de Blocos, mas não especificamente dele, e sim do que vejo, através dele, nestas doze a dezesseis horas diárias. Há sempre uma frase, um e-mail, uma leitura que me desencadeia idéias, reflexões, comentários, piadas, sensações. E é este tipo de coisa que quero ir registrando: as linkagens do virtual com a vida, as aproximações e os desencontros. com as pessoas, através da cibercultura. Há muito o que contar, o que rir, o que reclamar, o que partilhar neste mundo virtual — real e fantástico ao mesmo tempo. Você provavelmente mesmo sem saber, já faz parte deste cotidiano, e aparecerá aqui ou com seu nome verdadeiro ou com um nome fictício. Neste último caso, de repente, você se perguntará: será que este recadinho é para mim? Melhor avisar logo para que você não descarte nenhuma possibilidade, porque qualquer semelhança pode ser vera coincidência...