quarta-feira, 24 de março de 2010

Você comemora alguma data? Qual?




Você gosta de cantar parabéns? De brindar? De festejar o Natal, a promoção de sua amiga, o seu próprio aniversário? Ou você se considera do tipo que ignora solenemente qualquer manifestação do calendário (menos o dia das contas, naturalmente...), ou se irrita com toda espécie de "Dia D"?  Na crônica desta quinzena no Yubliss (que aniversaria este mês de março, inclusive), eu faço justamente essas perguntas. Quem quiser me ler, o link é: http://www.yubliss.com/blog//5993/post/7031
Se você comentar por lá, assine a postagem, por favor. Se quiser responder por aqui mesmo sinta as minhas indagações como um jeito de eu conhecer melhor você que me lê.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Boas novas

 

(clique para ler e comentar — neste caso assine seu nome)
e
este meu blog com rostinho diferente. Gostaram?





domingo, 14 de março de 2010

DIA NACIONAL DA POESIA

vivalapoesia
Em março a poesia tem comemoração dupla. Hoje, dia 14, e  21, Dia Internacional, decretado pela UNESCO. A data mundial foi escolhida considerando-se o primeiro dia da primavera no Hemisfério Norte, embora alguns calendários considerem este início no dia 20. A tradição que liga a poesia à primavera  é muito antiga e teve seu momento mais florescente nos séculos XI e XII, na Provença, França, cujos poetas obedeceram estritamente à convenção de localizar sua poesia amorosa sempre nesta estação, no “tempo da flor”.

A comemoração nacional, de hoje,  dia 14, é em homenagem ao nascimento do genial poeta romântico condoreiro Castro Alves, nascido em 1847 na cidade baiana de Currralinhos, que atualmente leva o seu nome.

Parabéns a todos os poetas que continuam resistindo e questionando o mundo através da visão poética, cujo sentido, para mim, continua sendo o da physis grega, ou seja, o da física que está em tudo e move o mundo, fazendo com que também  reflitamos sobre a nossa essência, confusa e aturdida pela construção dos simulacros da realidade.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

POESIA COMENTADA

poemundo

SANTO NOME EM VÃO

o ruim de ser povo
é avalizar um empréstimo novo
em Calcutá
sem nunca ter ido lá.

Ulisses Tavares

=-=-=-=-=-=-=-=

Ulisses é companheiro de jornada há muitos anos, uma pessoa muito querida, também porque me identifico bastante com sua poesia; e este poema que estou postando  hoje, considero uma aula de política no melhor estilo, ou seja: do jeito mais simples… Ferino observador dos atos humanos, sua crítica aguçada e sempre muito atual. O livro do qual consta Santo nome em vão (aqui, nada a ver com Deus, mas com o povo da Terra) é O Eu entre nós (de 1979, Edições Pindaíba, do próprio autor), de trinta anos atrás… A velocidade das mudanças nos parece tão rápidas, para determinados fenômenos e, infelizmente, há “manobras políticas” que não mudam, principalmente em tempos de globalização. Este poema faz-me lembrar o brilhante (e saudoso) sociólogo brasileiro Octavio Ianni, quando ele afirma que a crise do Estado-nação, derivada das nações terem se tornado “demasiado pequenas como unidades de comércio e demasiado grandes como unidades de administração”, faz com que reflitamos na trágica constatação, também dele, de que “os consórcios não têm pátria”.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Do siso ao riso ou Pisei no rabo do gato


Uma vez foram perguntar ao grande cineasta Fellini, o que ele achava da frase que seu feroz rival Visconti afirmara, bombástica e provocativamente: "Todo mau diretor tinha o nome terminado em "INI". Fellini riu gostosamente e revidou com bom-humor: — “Isto só pode ser coisa do Viscontini"...

O episódio me veio à tona quando, há algumas semanas, ouvi alguém parodiar a mesma frase do italiano, só que se referindo a um diretor de televisão brasileiro... Alfinetadas (alheias) à parte, acho o humor essencial nas respostas, no trabalho e principalmente nas artes. Desde criança ouvimos dizer: "muito riso é sinal de pouco siso". Portanto, de alienação, de imaturidade. Começamos desta maneira nosso aprendizado para a tristeza: mas, por quê tem que ser assim?

"O Nome da Rosa", de Humberto Eco, gira em torno de um livro filosófico (extremamente sério) que debatia justamente o riso. É que este, afrouxando a rigidez, exerce uma crítica antiformalista e propicia um desmoronamento de dogmas, o que — para os ascetas moralistas — levaria ao caos. Mais do que ameaça, um perigo mortal.

Há risos de zombaria, de desdém, de pretensa superioridade, de falsidade, e vários outros intencionalmente destrutivos; porém rir, ato exclusivamente humano — como a fala —, não pode ser considerado um mal em si. No ocultismo, o riso é força poderosa contra certos feitiços (lá vem cinema de novo: lembram-se, das Bruxas de Eastweek?). No cotidiano, ele relaxa toda a musculatura e predispõe a pessoa a desamar-se, ou, como diria Reich, a destensionar sua armadura corporal. Nietzsche afirmou: "não acredito num homem que não saiba rir".

No Brasil, reaprendemos a rir em um período paradoxalmente muito mal-humorado (talvez e principalmente por isso). A partir de 1964, sobressaíram o humor negro dos cartuns, o humor corrosivo das charges, dos quadrinhos, das tiras, do FBAPA (Festival de Besteira que Assola o País, através do livro de autoria do jornalista Sérgio Porto). Esta prática também atingiu a poesia, conforme expôs Nicolas Behr, um dos representantes da Geração Mimeógrafo: "Sarcasmo sempre foi fundamental. Só ele tira este ranço de capitanias hereditárias e acaba com o discurso e com a retórica na poesia". Leminski também fala de "RIR", como característica desta poesia que estreitou parentesco com o humor, em geral considerado "estilo menor" em relação à poesia séria e intimista.

É compreensível, em uma sociedade que privilegia mais a sobrevivência do que a vivência, que o riso, a alegria, a busca do bem-estar assuste e por vezes seja até condenada; mas já é tempo de entendermos a revolução do riso, vendo-o como uma postura lúdica saudável, e até terapêutica, em vez de exaltarmos uma vida doentiamente carrancuda e desprazerosa, embebida exclusivamente em lógica formal, mantida em formol.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

POESIA COMENTADA



 







MUITO ÍNTIMO A UM FILHO

O épico morreu 
mas em toda a parte
há um número de heróis
que não sei meu filho

se escrevo a verdade.

Almir Castro Barros

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Este poema abre o segundo capítulo do meu livro: "Passagem para Calabar" (ABL/Topbooks, 2009), RJ, o que evidencia o quanto eu gosto dele. Desde o meu Mestrado na UFRJ (e agora em minha Tese de Doutorado) venho me debruçando sobre o  gênero épico (principalmente o patético), remando contra a vasta corrente que pensa e age como se o épico estivesse definitivamente morto e enterrado. Com a volta do trágico na sociedade contemporânea, percebo que o épico acordou de sua hibernação, está vivíssimo e atuante, mesmo que as epopéias e os heróis tenham se transformado bastante.
O poema de Almir Castro Barros, extraído do livro "Cães de sina" (Edições Pirata, Recife/PE, 1979), aborda justamente essas duas correntes críticas: de um lado, a que decreta a extinção do épico, e, do outro, a que duvida dessa afirmação categórica defendendo sua sobrevivência, até por acreditar que quando uma nação não souber mais narrar sua história, ou perder sua capacidade de contar sagas, está em vias de extinção. Embora não queira aprofundar-me neste debate aqui — meu intuito é apenas apresentar a  poesia de Almir —, deixo no ar a indagação do porquê termos, hoje em dia, tanta dificuldade em assumir nossa vivência patética, e em perceber o lado épico dentro do contexto de nossa própria saga pessoal: por quê será que sentimos certa nobreza no lírico e no dramático, mas só relacionamos o patético à conotação negativa, sem entendermos as paixões que nos movem cotidianamente?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

POESIA COMENTADA










DESAFLITO 

A solidão é um transplante
de um peito de carne
para um peito de aço.
É a sétima arte equivocada
com a película da face
(endurecida).
A solidão é portadora de equívocos
É um corte ao norte do meu sonho.
E à leste dos meus planos e perspectivas. 



NOSSA SENHORA DA NEUROGLIA

O homem, hoje,
já não dorme sem
o lexotan.
Neuróglios meus
de todos os dias
protejam minha
imunologia.  


Mônica Banderas

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=



Eu já estava há algum tempo para homenagear Mônica Banderas. E nenhum dia é melhor do que hoje, quando ela acaba de passar no vestibular para Pedagogia da UniRio. Então, junto com meus parabéns (duplos, porque ela está fazendo um brilhante trabalho no Blog de Blocos, criando um estilo diferente, transformando um diário de registros introspectivos em diário de informações, notícias e literatura), estou postando dois poemas que eu gosto muito, do seu livro It (Blocos, 1977).
Os dois falam de solidão, de formas diversas: enquanto no primeiro a solidão é calma, reflexiva e triste, no segundo ela beira a patologia, cujos remédios podem ser mais prejudiciais do que o próprio distúrbio — afinal, como já disse Freud, ser saudável é saber administrar nossa neurose diária. Nos dois há a  inconfundível marca registrada de Mônica, a partir do título: Desaflito, um neologismo que logo associamos à fase posterior ao climax da angústia da separação; N. S. da Neuroglia, uma espécie de profanação do ritual da própria solidão humana, invadida e "curada" à força e à base de drogas e psicotrópicos, mesmo às custas de baixar-se a resistência ao sofrimento.

Foi muito difícil escolher apenas dois poemas, pois tenho um carinho muito grande por todos os que postei em Blocos. Então, minha sugestão é no sentido de que você conheça um pouco mais da obra desta poeta e artista plástica, de um lirismo que sempre nos surpreende pela sua originalidade, força e irreverência.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Estreou hoje meu blog no Yubliss, a convite de Chico Abelha

Desde novembro do ano passado que minha amiga Mônica Banderas me apresentou ao Yubliss. Logo de imediato achei simpático o layout e gostei da chamada principal: "Avalie sua vida através de mitos modernos e histórias" — afinal, esta é a praia de todo scritor (ou deveria ser). Tive certos problemas com o envio de textos a princípio, no entanto, também de imediato, o responsável pela rede, Chico Abelha, ajudou a pulverizar as dificuldades. Aliás, este fator diferencial já me motivou muito: um bom moderador, alguém de carne e osso  para nos receber, tirar nossas dúvidas, ajudar nas postagens, conversar conosco, nos ambientar, um bom moderador — repito —  dá nova dimensão a  uma rede social. Eu acho. De repente, ignorei minha pouca disponibilidade de tempo, e aceitei fazer um fórum sobre a profissão do escritor, durante alguns dias. A partir dele, me entrosei melhor, conheci mais as pessoas, e, por fim, me senti em casa.
Hoje, estreou "Além das Letras", meu blog dentro do Yubliss, e mais uma vez comprovo a simpatia e a generosidade da equipe: ninguém precisa cadastrar-se para participar dos blogs. Sinto-me extremamente contente. "— Mas, por quê?, afinal você já tem um blog, então não é nem o caso de vivenciar uma experiência nova ou inédita"... Engano. É sim, uma experiência nova e inédita para mim: uma coisa é você ter um blog através de uma rede social cujo única intenção é  aproximar pessoas, outra é ser convidada a ter um blog dentro de um contexto que você admira, e que, de certa forma, já faz parte da sua vida há vários anos: quer em minha literatura ou em minha vida, há um bom tempo questiono paradigmas, parâmetros e modelos absolutos, buscando trilhar o caminho do equilíbrio, do prazer, da satisfação e da plenitude pessoal/profissional, contribuindo, também com minha alegria, para a melhora da saúde do planeta. Resumindo: tem horas que escrever me é  muitíssimo gratificante, como agora. Estou feliz. Estou em Bliss...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Algumas tradições do bolo dos reis



Sou lactovegetariana e, no orkut, minha comunidade de comida naturalista, de todas as que eu tenho, é a mais numerosa (seguida de perto pela Profissionalização do Escritor). Acho muito bom esse crescente entusiasmo e interesse por uma vida mais saudável e com menos sacrifício de animais. Então, homenageando o Dia dos Reis, deixo a dica da minha página, que traz  um histórico do bolo dos reis, uma receita tradicional
, e mais três em que entram os frutos secos, simbolizando as pedrarias da coroa dos Reis Magos.  Se você gosta de  doce, mesmo não sendo vegetariano, ou de histórias, clique aqui para ir ao link do meu siteE boas romãs para todos, embora até hoje eu não entenda o que Persófone tem a ver com os Reis Magos. Alguém poderia me explicar?

VI Encontro Nacional do Mulherio das Letras - Rio de Janeiro

VI Encontro Nacional do Mulherio das Letras. Participação especial entre as Mulherageadas: Rui de Habeurim de 18 a 22 de Outubro...